| Lucila (João Pires / Photo&Grafia) |
SANTO ANDRÉ / SP (LCS)
Além de tentar manter a hegemonia nas Américas com mais um título pan-americano, o Brasil busca uma vaga no Campeonato Mundial, que acontecerá de 5 a 20 de dezembro, na China. “Temos vários objetivos nessa competição. O primeiro é garantir uma vaga no Mundial e manter a seqüência de títulos para o Brasil. Queremos também fazer um bom campeonato e crescer como grupo”, disse Morten.
O Brasil está no Grupo A, ao lado de Paraguai, México e Chile. Já o Grupo B é formado por Argentina, República Dominicana e Uruguai. “Acredito que somos favoritos dentro da chave, principalmente pela força física, e temos que aproveitar essa vantagem para jogar bastante nos contra-ataques. Mas, na semifinal e final a história é diferente e temos que jogar bem na defesa e melhorar o nosso ataque coletivo”, comentou o treinador.
“A estreia na competição contra o México deve gerar uma ansiedade maior para as jogadoras mais novas, mas o Pan será uma grande experiência para todos nós que estamos iniciando esse novo ciclo olímpico. O Desafio Petrobras contra a Espanha foi muito importante para a nossa preparação e serviu para criar a nossa identidade. Espero que no Chile a Seleção Brasileira consiga manter aquela força de vontade, aquele espírito de luta e que acima de tudo seja um time guerreiro e muito comprometido”, disse Morten.
No Pan-Americano a Seleção Brasileira terá o reforço de algumas jogadoras - a ponta direita Alexandra Nascimento e as armadoras Mayara, Francine e Lucila. “São jogadoras importantes para a nossa equipe, pois além da qualidade técnica, são atletas experientes que atuam em posições de comando do nosso ataque. Mas, por outro lado, estamos tristes por não poder contar com a Moniki, que é uma jovem armadora que pretendíamos trabalhar agora, mas que infelizmente teve uma contusão no joelho no último jogo”.
Presente nos seis títulos pan-americanos do Brasil, a armadora Lucila Viana, de 33 anos, fala a diferença de disputar o primeiro torneio em 1997 e agora em 2009. “A grande diferença é que em 97 não tínhamos esse favoritismo nas Américas e ainda lutávamos pelo nosso reconhecimento. No primeiro, o nervosismo foi muito grande, mas agora no sétimo, já estou mais calma. A minha missão é ajudar a Seleção Brasileira com a minha experiência e passar tranquilidade para as meninas que estão chegando agora”, disse.
Para vencer na estreia, Lucila aposta na força física dessa nova geração. “As meninas mais novas são bem altas, fortes e rápidas e esse é um dos pontos fortes do Brasil nesse novo ciclo olímpico. Já o México é uma equipe inferior fisicamente e temos que nos aproveitar disso para conseguir uma boa vitória no primeiro jogo”, finalizou.
Na quarta-feira (24), às 16h, a Seleção Brasileira enfrenta o Paraguai e na quinta-feira (25), as brasileiras jogam contra as donas da casa, às 20h.
fonte: ©Photo&Grafia

Nenhum comentário:
Postar um comentário